HISTÓRIA

O tiro desportivo integra o calendário dos jogos olímpicos desde a sua primeira versão da era moderna.

Em alguns países, o tiro desportivo inclui o tiro com bala e o tiro com armas de caça. Em Portugal, existem duas federações distintas, sendo o tiro com bala representado pela Federação Portuguesa de Tiro. Por razões históricas, maioritariamente relacionadas com situações de instabilidade política geradas pelos grandes conflitos mundiais, o tiro desportivo esteve inicialmente muito ligado à actividade castrense, como uma forma complementar de preparação dos cidadãos para a defesa do país.

Progressivamente, foi-se autonomizando e criando as suas próprias raízes como modalidade desportiva. Contudo, antes da I Guerra Mundial, um embrião de actividade federativa, a “União dos Atiradores Civis”, foi criada em 1898. Posteriormente, em 1916, aparece a “Federação do Tiro Nacional Português” e finalmente, em 1948, a “Federação Portuguesa de Tiro”, designação que mantém actualmente. A ligação ao Exército que referi teve certamente aspectos positivos, mas transportou consigo alguns aspectos negativos, nomeadamente a utilização sistemática de Carreiras de Tiro Militares, que levou a que não houvesse a preocupação de construir infraestruturas próprias, uma falta de que ainda hoje sofremos as consequências.Por outro lado, estando o tiro desportivo de certo modo tutelado pelo Estado e pelas suas organizações políticas durante todo o período do Estado Novo, não houve igualmente um esforço próprio de formação, o que também teve consequências negativas.

De há alguns anos para cá tem vindo a fazer-se um grande esforço de recuperação, que se pode considerar que tem sido bem sucedido, se pensarmos que se trata de um novo arranque da modalidade. Na realidade, o tiro desportivo tem hoje componentes bem definidas de formação, de desenvolvimento desportivo e de alta competição, e tem mesmo conhecido alguns êxitos internacionais, incluindo campeões europeus e mundiais em espingarda e pistola. Em finais de 2006, a FPT tinha cerca de 11.000 filiados, distribuídos por 70 Clubes.

Estamos confiantes no futuro e pensamos que os Clubes, que são os principais obreiros do sistema desportivo federado, saberão interpretar a sua missão e levar a modalidade a bom porto.

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